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Aniversário do PÚBLICO

  • Directora por um dia

    Maria Teresa Horta

    5 de Março

Maria Teresa Horta, directora convidada desta edição

Rebelde, inconsciente, apaixonada, Maria Teresa Horta usa estas expressões para se definir numa altura em que reflecte sobre as conquistas das mulheres nos últimos 50 anos e sobre uma mentalidade onde resiste o preconceito em relação ao feminino. Aos 86 anos, continua a “teimar” na luta por uma igualdade de direitos que, insiste, ainda está por cumprir.

Todas diferentes, todos iguais

“Durante muito tempo, os homens eram diferentes uns dos outros, mas as mulheres eram todas iguaizinhas”, disse-nos Maria Teresa Horta. Na preparação desta edição de aniversário, que cruza a condição feminina com a celebração dos 50 anos do 25 de Abril, as suas frases foram uma inspiração para a luta inacabada pela igualdade de género.

Foto de David Pontes
David Pontes
Vídeo Tiago Bernardo Lopes, Joana Gonçalves e Marta Sofia Ribeiro

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Ser mulher em lisberdade

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  • Quem é o “director por um dia” de 2026?

    O director por um dia no 36.º aniversário do PÚBLICO, Eduardo Souto de Moura, nasceu no Porto em 1952, formou-se em Arquitectura na Escola de Belas Artes do Porto e iniciou a sua carreira no atelier de Álvaro Siza Vieira. Tal como o seu mestre, tornou-se Prémio Pritzker em 2011 e, com o passar dos anos, viu o seu percurso ser várias vezes distinguido tanto em Portugal como no estrangeiro. A sua obra, amplamente publicada e debatida na imprensa especializada e generalista, inclui habitação unifamiliar, equipamentos culturais, infra-estruturas e reabilitação urbana.

    Em várias entrevistas, Souto de Moura tem rejeitado a ideia de uma “arquitectura espectáculo”, defendendo antes uma prática ancorada na materialidade, na economia de meios e na leitura precisa do contexto.

    No Verão do ano passado, em conversa com o PÚBLICO, explicou como um terreno que lhe calhou em herança, e que já foi campo de milho e ruína, se transformou numa casa de férias. "Foi a primeira casa que fiz para mim", contou, revelando que do antigo — a pedra — fez uma casa contemporânea.

  • O que significa ser “director por um dia”?

    Todos os anos, o PÚBLICO convida uma personalidade para assumir a coordenação dos trabalhos que marcam o tema escolhido para celebrar o aniversário. O director por um dia apresenta propostas, ajuda a encontrar ângulos diferentes de reportagem, trabalha com alguns jornalistas, discute a primeira página da edição especial. Este ano, o PÚBLICO definiu que o tema dos 36 anos seria “A Minha Casa” e o arquitecto Eduardo Souto de Moura respondeu ao desafio, participou em reuniões de preparação dos temas, deu ideias e ajudou a construir a identidade gráfica.

  • Que outras pessoas assumiram esse papel no PÚBLICO?

    Em 2025, voltámos ao Brasil para ir buscar o nosso director por um dia. Escolhemos um dos mais conhecidos humoristas da actualidade, Gregório Duvivier, para liderar a edição sobre a língua portuguesa. Um ano antes, a directora por um dia foi a escritora, jornalista e uma das mais conhecidas feministas portuguesas, Maria Teresa Horta. “Ser mulher em liberdade” foi o tema dessa edição.

    Em 2023 , desafiámos o artista e activista chinês Ai Weiwei, vítima de perseguição no seu país e actualmente a viver em Portugal. No ano anterior, tinha sido Catarina Mota, uma das jovens portuguesas que, em 2020, moveram uma acção contra 33 Estados no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos por causa das alterações climáticas; e em 2012, com o país e o mundo marcados pela pandemia de covid-19, fomos dirigidos pelo cientista Sobrinho Simões.

    O atleta olímpico Nelson Évora, o físico João Magueijo, os escritores António Lobo Antunes, Miguel Esteves Cardoso e Afonso Reis Cabral, a comissária europeia Elisa Ferreira, a autora e música brasileira Adriana Calcanhoto, e o primeiro director do jornal, Vicente Jorge Silva, foram algumas das outras personalidades que aceitaram em anos anteriores dirigir a edição de aniversário. A iniciativa começou em 2008 com o “director” José Pacheco Pereira.

  • Quando é que o PÚBLICO faz anos?

    Havia muito que se faziam “números zero”, mas foi a 5 de Março de 1990 que o primeiro PÚBLICO chegou às bancas. Tinha na capa uma fotografia do então líder do PCP, de costas, com o título: “Cunhal: resistir até ao fim.” O texto que acompanhava começava assim: “O PCP mantém-se igual a si próprio: os primeiros sinais da reunião do Comité Central, ontem iniciada, confirmam a recusa da direcção comunista em seguir os novos ventos que sopram de Leste.” Este ano, a 5 de Março de 2026, celebramos os 36 anos de PÚBLICO.

  • O que posso esperar do aniversário do PÚBLICO este ano?

    A edição de aniversário deste ano começa com uma grande entrevista ao director por um dia, mas não se fica por aqui. O tema “A Minha Casa” presta-se a inúmeros trabalhos em vários estilos jornalísticos: entrevista, infografia, crónica, reportagem ou ensaio. Os jovens e as casas, os livros para explicar às crianças o que é casa, as novas estrelas do imobiliário, como a tecnologia pode tornar a casa mais eficiente e inteligente, as casas no cinema, como evoluiu o desenho das habitações, comprar ou arrendar? Estes são alguns dos temas com que poderá contar na edição de aniversário, no dia 5, ou nos anteriores. A 4 de Março decorre, na Casa da Arquitectura, em Matosinhos, a grande conferência “A Minha Casa” durante a manhã. Inscreva-se.